05 outubro 2007

Sexta-feira, Outubro 5

@-Este blogueiro apóia a criação do PIB (Partido Independente Brasileiro) para os parlamentares ditos “independentes” que usam uma sigla partidária apenas como um agasalho em época eleitoral, bem como para o pleito de cargos no Congresso. A Fidelidade Partidária é fundamental para a democracia, neste sentido os “independentes” estão na contra mão do processo político. Criem um partido sem coloração ideológica, criem um partido onde a consciência de cada parlamentar prevalece, criem um partido sem lideranças, pois, todos são lideres de si mesmos. Viva o PIB! Abaixo o falso moralismo e a ética dirigida na conveniência.

@-Anteontem a Samburiquinha havia dito que os Senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) seriam retirados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ontem se confirmou a retirada “expulsatória”. O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO) comunicou aos dois Senadores “Independentes” a sua substituição pelos Senadores Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), obviamente alinhados ao presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). Isto é um absurdo? Bom, depende do ponto de vista de cada um, politicamente falando nada de anormal uma liderança pleitear a melhor resolução para sua sigla deste que a maioria apóie, o resto é conversa mole.

@-Frase companheira da Sambu: “Eu até poderia considerar essa possibilidade, mas para quê? Para deixar só essa gente no partido? Um Senhor José Sarney (PMDB-AP), que entrou ontem? Um Senhor Renan Calheiros, que veio da tropa de choque do (ex-presidente Fernando) Collor? Não vou deixar essa gente sozinha”. Senador Pedro Simon (RS-PMDB)

@-Parte da mídia corporativa festeja, mas, festeja o que? A Fidelidade Partidária sempre foi uma bandeira do PT e dos partidos de esquerda. A lista dos “infiéis” que podem perder o mandato caiu para menos da metade (a fidelidade vigora a partir 27 de março último), e os “infiéis” que trocaram de partido depois desta data terão amplo direito de defesa, traduzindo: vai demandar um tempão para que estes políticos percam o mandato e quando perderem (se perderem!) a eleição para um novo mandato baterá na porta. O STF buscou um meio termo, mas, desagradou e muito parte da oposição. A “comemoração” servira para disfarçar o desalento como também enganar (a mídia corporativa o faz diariamente) o incauto consumidor. A Fidelidade Partidária estava garantida pelo STF, a expectativa da mídia corporativa e da oposição era outra.

@-O mandato é do partido e a fidelidade tem que ser cumprida. Parabéns STF pelo julgamento Histórico. O Congresso esta no caminho da Reforma Política aberto pelo STF! Só fica uma pergunta: o STF esta aprendendo “em-cima-do-murismo” com o PSDB? Lavou as mãos e jogou a bananosa dos poucos “infiéis” para o TSE. Pressão do congresso de um lado e da mídia corporativa de outro? A mídia corporativa tem pauta a vontade e o Ministro Marco Aurélio Mello terá um belo holofote!

@-E ainda tem mais: a base governista com a fidelidade partidária vai ficar mais coesa e forte, e a oposição continuara perdida, sem rumo, com um agravante terrível para o PSDB e DEM, alguns parlamentares aborrecidos por não terem saído no tempo certo (tempo certo?) continuara traindo seus respectivos partidos, vide cassação de Renan Calheiros.

@-A Base governista na Câmara poderia não aceitar a decisão de tirar mandato de infiéis, poderia! Depois do julgamento o clima foi de alivio na base, afinal são apenas 15 (um não faz mais parte da lista) Deputados e alguns tem documentos que comprovariam a lisura do troca-troca. Para parte da mídia corporativa a base “recuou” da decisão. AHAHAHAH

@-A lista dos (baixo “clero”) Deputados que poderão perder o mandato: Carlos Souza (AM): foi do PP para o PRB /// Cleber Verde (MA): foi do PTB para o PRB /// Clodovil Hernandes (SP): foi do PTC para o PR /// Damião Feliciano (PB) para PDT /// Davi Alves Silva Júnior (MA): foi do PDT para o PSC /// Dr. Paulo Cesar (RJ): foi do PTB para o PR /// Geraldo Resende (MA): foi do PPS para o PMDB /// Gervásio Silva (SC): foi do Democratas para o PSDB /// Jackson Barreto (SE): foi do PTB para o PMDB /// Jurandy Loureiro (ES): foi do PSC para o PAN, do PAN para o PTB e do PTB para o PSC. /// Jusmari Oliveira (BA): foi do Democratas (na época PFL) para o PR /// Lindomar Garçon (RO): foi do PV para o PR e voltou ao PV /// Marcos Antônio (PE): foi do PSC para o PAN, ficou sem partido e se filiou ao PRB /// Paulo Rubem (PE): foi do PT para o PDT /// Sérgio Brito (BA): foi do PDT para o PMDB /// Takayama (PR): foi do PMDB para o PAN, do PAN para o PTB e do PTB para o PSC.

@-Na esfera Federal o julgamento do STF em nada mudará na base governista, apenas estancou a sangria da oposição, na Câmara o Governo nada de braçadas e continuará assim, mas, para Estados e Municípios o julgamento do STF caio como uma bomba e os principais prejudicados são: PMDB, DEM e PSDB. Parece que o PSDB & DEM ainda não se deram conta do estrago!

@-Frase fidelíssima da Sambu: "O PT sempre defendeu a fidelidade partidária, é um princípio bom para a democracia. Ao mesmo tempo, nós defendemos a segurança jurídica. Ou seja, aqueles parlamentares que mudaram de partido antes de uma definição por parte do Poder Judiciário, antes da interpretação de uma legislação que não é clara, evidentemente não podem ter sua situação afetada". Ricardo Berzoini, Presidente do PT

@-Tirinha de jornal: “Aliados do ex-governador e presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, entraram ontem com pedido de impugnação da filiação ao partido do secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes. O pedido foi feito à executiva municipal do PMDB do Rio por Wilson Sombra, genro de Garotinho. O colegiado se reúne hoje para discutir o caso. Sombra integra o órgão, que é controlado por aliados do governador Sérgio Cabral. Entre as alegações contra Paes, está o fato de ele ter se notabilizado “como ferrenho opositor ao PMDB” enquanto esteve no PSDB. Sombra também questiona a filiação do secretário junto com grupo de cerca de 50 ex-tucanos, alegando que o objetivo seria “predominar” no PMDB.” O Dia

@-Só para constar: “Apostando no mercado brasileiro, as multinacionais destacam o Brasil como o quinto destino preferido de investimentos no mundo nos próximos três anos. Em um estudo com empresas de países ricos e emergentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a China, Índia, Estados Unidos e Rússia como os principais destinos de recursos nos próximos anos.” Tribuna da Imprensa

@-Última: charge do Furnier (Cartoon Stock):

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