04 agosto 2007

Sexta-feira, Agosto 3

@-O Jornal Nacional guardou exatos 45 segundos para mostrar o caos em São Paulo, caso o Estado fosse governado pelo PT, o fantástico jornal mostraria a greve do Metrô patrocinada por uma má gestão, o tempo da matéria seria outro, o trabalhador-usuário entraria na telinha indignado, os trabalhadores do Metrô seriam exaltados na sua condição de explorados, o sensacionalismo seria pichado com tons fortes de vermelho, a OAB-SP divulgaria uma Nota manifestando sua indignação, a Fiesp em coro com a elite endinheirada pediria respeito ao trabalhador-usuário, a Cratera do Metrô voltaria à baila como também a gestão deficitária do Metrô, os trens do subúrbio seriam revisitados pela câmara global mostrando um cotidiano infernal, o trabalhador-usuário teria seu rosto e seu corpo em destaque cinematográfico para ilustrar a primorosa matéria, mas o governo não é petista, é tucano. 45 segundos!

@-Não coube nos 45 segundos: “A empresa de ônibus Himalaia, que fica no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, teve suas atividades paralisadas na manhã desta quinta-feira (2), dia de greve no Metrô. A paralisação prejudicou ainda mais quem depende de transporte coletivo na Zona Leste da cidade, já prejudicada pela interrupção das operações na Linha Vermelha do Metrô. Do G1

@-“Cansei”. Saída pela plumória-tangente-tucana. Presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Flávio Borges D'Urso, provável cicerone do PSDB, disse ontem numa entrevista constrangedora que o evento “liderado” pela OAB-SP terá um único protesto: um minuto de silêncio no próximo dia 17 de agosto, um mês depois da tragédia com o avião da TAM. O “Cansei” murchou! O PSDB sentiu o desgaste político-eleitoral eminente deste ridículo movimento e voltou atrás, um minuto de silêncio já esta de bom tamanho. A CUT deve também baixar a bola, não vale a pena!

@-Amaveis leitores. Pasmem: no mesmíssimo dia do acidente o Airbus da TAM apresentou duas falhas em seus sistemas eletrônicos e mecânicos. Segundo vice-presidente técnico da companhia, Ruy Amparo, essas panes são corriqueiras e, em geral, não impedem o prosseguimento do vôo. Panes corriqueiras! Será que a mídia corporativa vai para cima desta empresa aérea ou “esquecera” o assunto daqui a alguns dias? A conferir

@-Frase pertinente da Sambu: “Algumas entidades que têm uma história não muito recomendável em termos de luta pela democracia integram esse movimento [“Cansei”]. A Fiesp, por exemplo, uma das artífices do Golpe de 1964. Algumas personalidades que também não primam muito pela defesa da democracia, por exemplo, o empresário João Dória Júnior”. Presidente da OAB-RJ, Wadih Damous

@-Perguntar não ofende: a OAB-SP virou testa-de-ferro para golpistas emplumados?

@- Frase da Sambu: “Nós, familiares, achamos que foi um sensacionalismo barato, porque somente as vozes, como a gente viu, só serviu para aumentar o nosso sofrimento. Os dados técnicos, que também são tão importantes para se chegar a uma conclusão, isso não foi revelado. A forma como foi feito ontem só serviu para agravar o nosso sofrimento". Luiz Fernando Moisés, representante das vitimas do acidente da TAM

@-E não é que o pedido de abertura de CPI para a tragédia da TAM foi protocolado ontem na Assembléia de São Paulo! O autor do requerimento é o deputado estadual Fernando Capez (PSDB). Os tucanos sepultaram dezenas e dezenas de CPIs, mas criaram esta CPI para nada, absolutamente nada. A CPI não vai intimidar a oposição, moeda de troca? Nem pensar, e a mídia corporativa não vão ter a cara-de-pau de noticiar esta CPI. Depois da estultice do “cansei”, o PSDB errou de novo ao criar a CPI do “Apagão Aéreo III”, à volta da estultice crônica.

@-Tirinha de Colunista: “O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, está todos os dias na televisão. Fala, fala, fala e não diz nada. As famílias das 200 vítimas (não confundir com a estranha FAMÍLIA AMARO) esperam soluções e se deparam apenas com o palavreado vazio do presidente da empresa. Esta é a mesma de 1996, que confiança pode merecer? Prometeu tudo, e na Justiça, há 11 anos, não faz outra coisa a não ser retardar. O presidente Bologna, depondo na CPI do apagão aéreo, disse sem o menor constrangimento: "Não se pode confundir as indenizações do desastre de 1996 com as de agora, em 2007. São diferentes". Helio Fernandes / Tribuna da Imprensa

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