11 agosto 2007

Sábado, Agosto 11

@-Amaveis leitores. A mídia corporativa não deu o devido destaque ao fato político mais importante do dia de ontem. Motivo? O cidadão é da oposição, apesar de ser do PMDB. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral começou o julgamento sobre a cassação do governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira, um tucano sem carteirinha. O primeiro do relator do processo, Ministro José Delgado, foi pela cassação, mas após o voto do relator, o ministro Ari Pargendler pediu vistas e a votação foi suspensa. Este fato mereceria capa nos jornalões, mereceria! Virou notinha de rodapé.

@-Socorro! A “crise econômica mundial” chegou, vai abater o Brasil como um patinho manco na banheira. É incrível a capacidade da mídia corporativa para criar uma realidade antes do fato consumado, palpável, crível. O Mundo esta em crise e ponto. Os cubanos foram “seqüestrados” pela PF e ponto. A mídia corporativa virou um tablóide escocês vendido nas bancas londrinas, bebe puro malte, mas escarra fora do escarrador.

@-Um Americano (do Norte) preso no Brasil, epilético, necessita tomar medicamentos com regularidade, o carcereiro nega o medicamento ao Americano (do norte), e este morre! Amaveis leitores, o escândalo na grande mídia, Norte-Sul, seria Fantástico, um show da vida! Um brasileiro foi assassinado em um presídio estadudinense, e daí? Virou notinha de rodapé. E a cachaça do Presidente tornou-se uma ode de jornalistas amalucados!

@-Como diz o filosofo: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. A mídia corporativa não perde uma oportunidade para distorcer, falando em português claro, sacanear o Presidente Lula. O Presidente fez um elogio no exterior para a cachaça, uma bebida Nacional típica, a mais consumida, outros chefes de Estado fazem com a maior naturalidade propaganda da sua bebida típica, é uma tradição enaltecer a tradição destilatória (saque, tequila, malte, uísque, uso, vodka e por ai vai), mas a mídia fuleira fez uma ponte ridícula entre o combate ao consumo perpetrada pelo Ministro da Saúde, principalmente entre os jovens, com a propaganda da bebida no exterior feita pelo Presidente. Jornalista que faz este tipo de comparação esdrúxula tem nome: mau caráter. A falta de assunto [crise, escândalo, sexo, traição...] deve irritar profundamente parte da mídia corporativa. Só tem assessores e uma entrevista com um desafeto político do Senador Renan Calheiros na grande mídia deste final de semana. Assim não dá, assim não pode!

@-Tirinha de Jornal: “O governo e o PMDB fecharam um acordo tático para encerrar, até o final deste mês, o processo disciplinar que ameaça o mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo a "Agência Estado", o Planalto quer apressar o desfecho do caso Renan para facilitar a aprovação da emenda constitucional que prorroga a CPMF. "O governo vai ter que arrumar o Senado, se quiser aprovar a CPMF. Da forma que o governo quer (sem partilhar os recursos da CPMF com Estados e Municípios), a oposição não aceita", diz o senador Sérgio Guerra (PE). O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), afirma que já há um entendimento no Conselho de Ética para votar logo o processo contra Renan, independentemente do resultado da perícia. "A demora é ruim para o País, para o Congresso, para o governo, que já começou a ter dificuldade em votações." O Dia

@-“Políticos, empresários famosos e executivos de multinacionais eram clientes das quase 600 garotas de programa que trabalhavam para Mirlei de Oliveira, 50 anos, conhecida como Baronesa do Sexo, em Brasília, Paraná e Santa Catarina. Ontem o Jornal da Band noticiou que ela foi detida em seu escritório, no centro de São Paulo, e indiciada por agenciar mulheres - inclusive menores - para a prostituição.” Portal Terra

@-Última: tirinha do André Dahmer (Malvados)

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